Passar para o Conteúdo Principal
Hoje
Hoje
Amanhã
Amanhã
Depois
Depois

siga-nos   Facebook município de Vila Flor

partilhar  Partilhar Carrazeda de Ansiães

Património Arqueológico

Foto6 1 736 2500
Viver | Concelho | Património

São testemunhos arqueológicos, um pouco por todo o Concelho:

Atalaias (Santa Comba, Macedinho, Ribeirinha e Nabo);

Castros e vestígios de fortes muros feitos em pedra miúda de xisto, restos de tégulas, imbrices e louça comum romana (Freixiel, Sampaio, Vale Frechoso, Valtorno, Vilas Boas e Lodões);

Abrigos (em Vilas Boas, no sítio da Pala da Feiticeira, há uma caverna com mais de dois metros de altura, onde cabem dez ou doze pessoas);

Arte Rupestre (Cova da Moura em Assares, Insculturas rupestres do Salgueiro em Benlhevai, rochedo com esculpturas em Freixiel e as fragas da Pena do Corvo, com raposa esculpida, em Vale Frechoso);

Antas (a Anta da Senhora da Rosa, em Sampaio, profanada com seis esteios e a Anta da Chã Grande, com nove esteios, todos de Xisto com grande altura e tamanho);

Sepulturas abertas nas rochas (três sepulturas cavadas numa fraga em Freixiel, no sítio do Salgueiral, e sepulturas nos Anodeios, em Valbom);

Esculturas Zoomorfas, os tradicionais "berrões". Foi encontrado um exemplar em Vilas Boas, junto ao santuário da Senhora da Assunção. Está esculpido em granito de grão grosso com mica branca, muitos grãos de quartzo e alguns grandes cristais de feldspato. Mede 1,5 metros de comprimento e tem uma altura máxima de 1,31 metro. Esta relíquia encontra-se no Museu Municipal de Vila Flor;

Habitats Romanos nas localidades de Benlhevai (Habitat Romanizado do Salgueiro); Freixiel (Habitat Romanizado do Castelo); Lodões (Habitat Romano de São Pedro); aldeia de Meireles (Habitat Romano da Moura e Habitat Romano nas Casinhas, situado a meio da encosta, para os lados da Serra do Faro); Mourão (Habitat Mourão Velho); Nabo (Tapados e Godeiros); Ribeirinha (Olival do Rei, Habitat Romano cortado pela estrada municipal, onde aparecem várias colunas, tégulas, imbrices, cerâmica comum romana e sigilata); Roios (Parede Nova, Habitat Romano que se estende entre a estrada de Roios e Lodões e a margem esquerda do ribeiro de Roios onde apareceu telha, tijolos e vários fragmentos de cerâmica); Sampaio (Castro Romanizado do cabeço de Santa Cruz); Santa Comba da Vilariça (Habitat Romano da Ferradosa, bem caracterizado, quer pela sua localização na encosta de uma colina de pendor suave, e pela inexistência de fortificações, que sobretudo pelo facto de ser possível recolher e observar inúmeros fragmentos de tégula, imbrices, cerâmica comum romana. Existe ainda na mesma freguesia o denominado habitat romanizado do Rego do Souto com características semelhantes ao anterior); Seixo de Manhoses (Habitat Romanizado do Monte Grande); Vieiro (Habitat de São Domingos) e Vila Flor (Habitat Romano da Quinta dos Castelares).

Cabeço da Mina - Classificado desde 2014, o sítio do "Cabeço da Mina" está situado numa pequena elevação do Vale da Vilariça, na margem direita sobranceira à ribª do mesmo nome.
Foi, sobretudo, graças às investigações conduzidas no local entre os meados dos anos oitenta e o início da década de noventa pelos conhecidos arqueólogos Francisco Sande Lemos e Orlando Sousa, que este arqueossítio passou a centralizar o interesse da comunidade científica nacional, designadamente através da sua apresentação em encontros internacionais (SOUSA, O., REBANDA, N., 1993).
O estudo dos artefactos identificados durante as campanhas arqueológicas parece apontar para a existência de um santuário pré-histórico, datável do Calcolítico (c. do 3.º milénio a. C.), como parece indicar a interpretação tipológica e estilística dos seus elementos constituintes. Uma possibilidade que será reforçada pela inexistência de espólio associado, cuja existência poderia indiciar a sua provável ocupação habitacional. Na verdade, a análise das representações escultóricas recolhidas até à data permitirá afirmar estarmos em presença de um dos exemplares desta tipologia arqueológica mais antigos e mais representativos de todos quantos foram registados até ao momento em todo o território da Península ibérica, senão mesmo de toda a região ocidental da Europa mediterrânea.
Foram recolhidas, no sítio, cerca de trinta "estelas-menires", a maior parte das quais sem quaisquer indícios decorativos, apresentando-se, tão somente, como estelas lisas executadas em granito e xisto. Quanto às decoradas, elas evidenciam um carácter assumidamente antropomórfico, conferido, tanto pela própria forma talhada, como pelos motivos insculpidos, compostos de "xis" e linhas paralelas.
Para além deste conjunto artefactual, foi apenas possível reconhecer a presença de uma estrutura, com orientação Noroeste-Sudoeste, construída com diversas matérias primas locais, desde o granito, passando pelo xisto até fragmentos de quartzo (SOUSA, Orlando,1997).
Se corroborará; à partida, a sua classificação (vide supra), o facto de as figurações não incluírem qualquer tipo de arma, parece afastar a interpretação normalmente traçada para as denominadas "estátuas-menires" do Bronze Final, mormente do Norte de Portugal, onde materializariam um eventual predomínio de "[...] personagens de estatuto social superior, glorificadas na sua função social de comando, ou entidades míticas ou divinas nas quais se projectou o carisma inerente a tal função. [...] correlacionáveis com o culto de chefes guerreiros no seio de comunidades profundamente hierarquizadas." (JORGE, S. O., 1990, p. 249). [AMartins]

Torques em Ouro
Proveniência: Vilas Boas. Vila Flor. Bragança
Cronologia: 2ª Idade do Ferro
Tipologia: Torques em ouro
Dimensão: altura 5,6 cm espessura 1,8 cm comprimento 22 cm peso 380,4g
Categoria: Ourivesaria

No sopé Sudoeste do Monte de Nª Srª da Assunção, no lugar designado Tamancas, foi encontrado em 1965 um torques em ouro que atualmente se encontra depositado no Museu Nacional de Arqueologia. A peça surgiu ocasionalmente quando se procedia à lavragem de um terreno onde se regista o aparecimento de alguns vestígios materiais articulados com o período romano, nomeadamente teguale e fragmentos de cerâmica de uso comum. Esta peça,
está dividida em três segmentos, um médio e dois terminais, intercalados por duas pequenas gaiolas feitas de dois arames consistentes, dobrados um deles em meandro e outro em ziguezague, e sobrepostos, entrecruzando-se de modo a não permitir a saída de uma esfera que se move livremente no seu interior. O aro é tubular e de secção quadrangular regular com as faces externas planas e decoradas e as internas percorridas por profunda canelura feita a repuxado. O segmento central apresenta as faces externas totalmente ornamentadas a filigrana com um motivo decorativo constituído por dois fios duplos que se entrecruzam enlaçando esférulas dispostas em alinhamentos nas sucessivas dobras e formando losangos na sua zona média preenchendo todo o campo decorativo limitado perifericamente por filetes em corda. As mesmas faces dos segmentos laterais estão decoradas com duas bandas simétricas limitadas externamente por filetes funiculares e internamente por uma linha sinuosa de "SS" encadeados e contrapostos e com polvilhado grosso entre os "SS" internos e a corda periférica. Terminais volumosos e ocos, soldados e cravados ao aro, com forma em dupla escócia moldurada por nervuras circulares na base na zona média e com as bases decoradas. A decoração das bases inferiores consta de uma coroa repuxado circundada por uma série de duplos semicírculos concêntricos estampados compostos de pequenos traços paralelos com um pequeno círculo com punção central impresso no interior. As bases superiores mostram uma coroa circular ornamentada por treze "SS" encadeados limitando um espaço a polvilhado grosso e no seu interior, sobre uma cavidade cónica, está soldado de cutelo e orientado para o centro, um para o outro, um motivo ornitomórfico representando a figura estilizada de um pato que consta de uma lâmina dupla recortada e debruada por fios simples e torcidos e com esférulas a assinalar os olhos e as asas. (Segundo Armando Coelho, in "A Cultura Castreja do Noroeste de Portugal").
imagem

Aceda à sua Área de Munícipe para ter acesso aos Serviços Online, Gestão de Newsletters entre outras funcionalidades.

Câmara Municipal de Vila Flor mais contactos »

Avenida Marechal Carmona
5360-303 Vila Flor

Telefone 278 510 100
Fax 278 512 380
E-mail geral@cm-vilaflor.pt

  • logótipo wc3
  • logótipo compete
  • logótipo gren
  • logótipo ue
  • impresa wiremaze