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Alminhas

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Viver | Concelho | Património

Portugal é o único país do mundo que possui no seu património cultural, estes pequenos monumentos saídos da imaginação e da devoção do povo. Anjos, santos, Cristo crucificado, a Virgem Maria e o Espírito Santo na forma de pomba, são representações habituais nas alminhas, onde nunca se encontra uma criança, já que vão diretas para o Céu, pois, símbolos de pureza, nada têm para limpar no Purgatório.

Habitualmente localizadas à beira dos caminhos ou em encruzilhadas, estas representações populares das almas do purgatório que suplicam esmolas para se poderem purificar e subir ao céu, caracterizam-se como micro-capelinhas, padrões, nichos, incrustações em muros, paredes ou painéis de azulejos.

A origem das alminhas surge na Idade Média, pois no cristianismo primitivo só havia Céu e Inferno. A ideia do Purgatório só surgiu na Idade Média, quando a Igreja, na sequência do Concílio de Trento de 1563, o impõe como dogma, numa lógica de resposta católica à Reforma levada a cabo pelos protestantes. Em vez do dualismo do Céu, para os bons, e do Inferno, para os impuros, criou-se um estado intermédio, um local onde durante algum tempo as almas ficariam a purificar. As alminhas são a forma específica como em Portugal se interpretaram as indicações de Trento, fruto do reflexo eventual de uma forma religiosa, emocional e sentimental tão própria dos portugueses.

Ainda há poucas décadas era comum, a quem passasse junto às alminhas, parar, curvar-se e tirar o chapéu em sinal de respeito, pôr flores, acender uma vela ou lamparina de azeite, fazer o sinal da cruz e rezar o Pai Nosso e Ave Maria, correspondente à sigla P.N.A.M., existente como relembratório junto a muitos nichos e capelinhas que apelam às rezas cristãs.

As alminhas acabam também por se inspirarem e serem um legado das civilizações clássicas de Roma e da Grécia, que nas suas deambulações já haviam erguido monumentos junto às estradas para devoção aos seus deuses.

Confrontar os vivos que passam, apontando-lhes a relativa fragilidade da vida e o peso inevitável da morte é uma marca comum a praticamente todas as alminhas dispersas pelo país;

"Ó tu mortal que me vês Repara bem como estou
Eu já fui o que tu és
E tu serás o que eu sou".

"As alminhas são de todos 
Pois quem é que lá não tem Um parente ou um amigo
Um bom pai ou santa mãe”?

Fonte: www.snpcultura.org

No Concelho de Vila Flor existem cerca de 50 alminhas, espalhadas pelas 27 localidades. Símbolos da religiosidade popular e da identidade de um povo integram, também, estas manifestações genuínas, o património cultural da nossa terra.

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