Município de Vila Flor

Bustos e Estatuários

 

 

Busto de Artur Guilherme Trigo Vaz

Nascido em  Moncorco a 1919, Vila Flor recebeu-o, já com quatro anos de idade, acompanhando seus pais que aqui se estabelecem profissionalmente. Foi Médico, Vereador da Câmara Municipal nos quadriénios de 1951/54 e 1964/68, Presidente da Câmara Municipal de 1970/74, cargo que exerceu com competência e dedicação, destacando-se a construção da Barragem do Peneireiro, Director da Enfermaria-Abrigo de Assistência aos Tuberculosos, Director Clínico do Hospital de Vila Flor, Professor do ex-Colégio de Santa Luzia, Vice-Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Presidente e sócio fundador do Sport Clube de Vila Flor, recebe em Setembro de 1988, um louvor escrito pela Ministra da Saúde de então, D.ra Leonor Beleza. Dedicou-se também ao relato da História de Vila Flor, tendo como ponto alto a Revista à Antiga Portuguesa “OPassado e o Presente”, levado à cena em Dezembro de 1949, acompanhado de um cortejo de oferendas por parte das diferentes freguesias do Concelho, cujas receitas reverteram a favor da construção do Hospital local.

 
 
 
 
 
 
Nasce em Maio de 1900, em Vila Flor, esse inquieto indivíduo de vasto currículo. Foi nomeado chefe de secretaria da Câmara Municipal, interinamente, cargo que se tornou efectivo em 1934. Desempenhou exemplarmente o cargo em que fora empossado, emprestando a chama do seu entusiasmo a todo o acontecimento, festividade ou realização no âmbito da promoção do homem nos aspectos culturais, recreativos e assistenciais. E meteu mãos à obra que o tornou credor da referência dos seus conterrâneos: a Biblioteca, o Museu e o Arquivo. Em 1970, ao cessar funções, por força do limite de idade, a Câmara prestou-lhe calorosa homenagem; foi-lhe concedido em 1986, por unanimidade, o título de Cidadão Honorário do Concelho, e atribuída a medalha de prata comemorativa do 7º Centenário de Vila Flor; no ano seguinte, o Presidente da República, Dr. Mário Soares, agraciou-o com o grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Raul de Sá Correia faleceu em 8/12/1993, em Lisboa, tendo o funeral seguido para Vila Flor.
Em 8/12/2000, foi descerrado um busto de bronze, que ficará a perpetuar o distinto cidadão, num plinto de granito, frente à casa em que nasceu. Aquando das comemorações do cinquentenário do Museu, em Novembro de 2009, a sala de Vila Flor foi rebaptizada e passou a chamar-se, em jeito de homenagem, sala Raúl de Sá Correia
 
 
 
 
Nasce em Sendim de Miranda, em 1876. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu advocacia e o cargo de Administrador do Concelho de Miranda do Douro. Em 1911 casou, em Vila Flor onde fixou residência, vindo a ocupar os cargos de Conservador do Registo Predial da Comarca, Administrador do Concelho e Presidente da Câmara de Vila Flor, desde 1933 até fins de 1946. Na passagem do 10º aniversário da sua investidura na presidência da Câmara Municipal, o povo entendeu “saldar a dívida de gratidão” para com este (mirandês por nascimento, Vilaflorense pelo coração), com uma significativa festa de homenagem pelos “relevantes serviços” que prestou ao Concelho de Vila Flor, enumerando a série de obras realizadas, desde a construção de Escolas Primárias, de pontes e aumento dos cemitérios, lavadouros e abastecimento de água através de fontanários, abertura de estradas municipais, ruas, largos e avenidas, com destaque para a Avenida Marechal Carmona. “Infatigável realizador das aspirações do Concelho”, foi agraciado, em 1946, pelo governo de então com o grau da Ordem Militar de Cristo. Em 1962, um  ano após a sua morte, foi erigido, em sua memória, um busto em bronze, adquirido por subscrição pública.
 
 
 
Nascido em Mirandela, em 1900,  manteve-se sempre impoluto e firme no amor a Trás-os-Montes. Concluído o Curso de Direito em Coimbra, vem para Vila Flor onde desempenhou as funções de Conservador do Registo Civil, e de Presidente da Comissão Administrativa do Município. Daqui transita para o Porto, onde foi Primeiro Secretário do Tribunal da Relação e mais tarde Ajudante do Procurador da República. Exerceu as funções de Governador Civil do Porto, Subsecretário de Estado das Corporações e Previdência Social e Secretário de Estado da Assistência Social. Durante 8 anos foi Ministro do Interior. Foi nessa qualidade que em 1954 encerrou o Tarrafal (Cabo Verde). Foi deputado em várias legislaturas, depois de ser governante. Foi Procurador à Câmara Corporativa. Ajudou a fundar na década de quarenta, o Diário Popular. Realizou uma obra notável, como governante, implementando um autêntico estatuto de saúde pública, cujos sortilégios ainda perduram. Esteve na origem do Hospital Escolar de Santa Maria,  e do Hospital de S. João, no Porto. A ele se deveu o grande incremento no ensino da enfermagem (em 1947). Na área da segurança cívica equipou a GNR e a PSP com meios motorizados, imprimindo-lhes uma dinâmica que deu nas vistas. Foi um transmontano devotado, deixando marcas da sua influência.  

 
Em Outubro de 1261, nasce D. Dinis, filho de D. Afonso III e da InfantaBeatriz de Castela, neto de Afonso X de Castela. Foi aclamado em Lisboa em 1279 como Rei de Portugal, para iniciar um longo reinado de 46 anos, inteligente e progressivo. Em 1284 recorreu às inquirições, a que outras se seguiram. Apoiou os cavaleiros portugueses da Ordem de Santiago. Salvou a Ordem dos Templários em Portugal, passando a chamar‑Ihes Ordem de Cristo. Travou guerra com Castela, mas dela desistiu depois de obter as vilas de Moura a Serpa. Percorreu cidades a vilas, em que fortificou os seus direitos, zelou pela justiça a organizou a defesa em todas as comarcas. Fomentou todos os meios de uma riqueza nacional, na extracção de prata, estanho, ferro. Desenvolveu as feiras e protegeu a exportação de produtos agrícolas. A razão de um dos seus cognomes ser O Lavrador foi a criação do Pinhal de Leiria, de forma a proteger as terras agrícolas do avanço das areias costeiras. O Rei Trovador e O Rei Poeta são também cognomes de D. Dinis pois a cultura foi um dos seus interesses pessoais. D. Dinis não só apreciava literatura, como foi ele próprio um poeta notabilíssimo e um dos maiores e mais fecundos trovadores do seu tempo. A Universidade de Coimbra, a primeira Universidade em Portugal, foi fundada pelo seu decreto Magna Charta Priveligiorum. D. Dinis morreu em Santarém a 7 de Janeiro de 1325, estando sepultado noMosteiro de São Dinis, em Odivelas. Reza a história que, durante uma deslocação a Espanha, por ocasião de visitar sua noiva, D. Isabel, D. Dinis terá ficado deslumbrado com a beleza floral e campestre da então Póvoa de Além Sabor e que por isso decidira mudar-lhe o nome para Vila Flor. A lenda porém, alega que por aqui, D. Dinis se tivera apaixonado por uma bela pastora de nome Vila Frol.


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